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GVM Consulting

Responsabilidade Civil Profissional

Seguro de Responsabilidade Civil Profissional para Arquitetos

Cada projeto assinado é uma responsabilidade técnica registrada no CAU. Um erro de projeto, uma falha de compatibilização ou um dano a terceiros pode virar uma ação anos depois — e o seguro de RC Profissional custeia a sua defesa e responde pela indenização devida, dentro das condições contratadas.

A assinatura de um projeto e o RRT correspondente tornam o arquiteto tecnicamente responsável pela obra ou pelo serviço. Se um erro de projeto gera vício construtivo, uma infiltração, uma não conformidade de acessibilidade ou um dano a um vizinho, a responsabilidade civil pode recair sobre o profissional — e ações ligadas à construção costumam envolver valores altos e surgir muito tempo depois da entrega. O seguro de RC Profissional existe para que esse peso não caia sobre o seu patrimônio pessoal: assume os custos da defesa desde o primeiro momento e responde pela indenização quando ela for devida, dentro das condições contratadas.

O risco real

O que pode dar errado — e custar caro

Erro ou omissão de projeto

Falha de concepção, dimensionamento ou detalhamento que gera vício construtivo, retrabalho ou prejuízo ao cliente.

Falha de compatibilização

Interferência não resolvida entre o projeto arquitetônico e os complementares, que só aparece na execução.

Especificação inadequada

Material, sistema ou solução especificado de forma incompatível com o uso previsto, gerando dano ou refazimento.

Não conformidade com normas e acessibilidade

Projeto em desacordo com norma técnica, legislação de acessibilidade ou código de obras, exigindo adequação.

Dano a terceiros e vizinhos

Infiltração, fissura ou dano ao imóvel vizinho atribuído ao projeto ou à sua execução.

Falha no acompanhamento de obra

Dano ligado à fiscalização, ao acompanhamento técnico ou à direção de obra assumidos pelo profissional.

Responsabilização tardia

Ações que surgem anos após a entrega, quando o problema finalmente se manifesta, dentro do prazo de garantia.

Sinistros típicos

Situações reais que o seguro resolve

  • Cliente alega que uma falha de projeto causou infiltração e move ação de indenização.
  • Vizinho cobra reparação por dano ao imóvel atribuído à obra projetada.
  • Falha de compatibilização entre o arquitetônico e os complementares gera retrabalho, custo extra e atraso.
  • Projeto reprovado ou embargado por não conformidade com norma de acessibilidade, exigindo adequação após a entrega.
  • Ação por especificação de material inadequado ao uso, com dano ao contratante.
  • Dano a terceiro relacionado ao acompanhamento ou à fiscalização da execução.

Responsabilidade técnica e legal

A sua responsabilidade — e como o seguro responde por ela

Conselho: CAU Registro: RRT

O arquiteto e urbanista registra suas atividades por meio do RRT (Registro de Responsabilidade Técnica), instituído pela Lei nº 12.378/2010 e administrado pelo CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo) — instrumento distinto da ART, que é dos engenheiros e agrônomos no CREA. Cada RRT vincula o profissional a uma obra ou serviço específico e delimita aquilo por que ele responde tecnicamente.

A atuação do arquiteto é, em regra, tratada como obrigação de meio: ele se compromete a aplicar a técnica, a diligência e as normas vigentes, não a garantir um resultado infalível. Ainda assim, partes do trabalho — como um projeto que precisa ser executável e conforme às normas — são vistas por parte da doutrina como próximas de uma obrigação de resultado. O ponto prático é o mesmo: a responsabilidade do profissional liberal é apurada mediante culpa, ou seja, é preciso demonstrar imprudência, negligência ou imperícia (Código de Defesa do Consumidor, art. 14, § 4º).

Quando o trabalho envolve obra, incide ainda a garantia legal do art. 618 do Código Civil: quem responde pela construção responde, por cinco anos, pela solidez e segurança do trabalho, em razão dos materiais e do solo. Por isso a responsabilidade do arquiteto pode ser cobrada muito tempo depois da entrega — o que torna a retroatividade e o prazo complementar da apólice essenciais.

Convém separar as esferas: a civil (indenização à vítima ou ao contratante) é o que atinge o patrimônio e o foco do seguro; a ético-profissional, apurada pelo CAU, pode gerar advertência, multa ou suspensão do registro; e a criminal, em casos graves com vítimas, corre por conta própria. O seguro de RC Profissional custeia a defesa e a indenização na esfera civil.

Conteúdo informativo, com base na legislação vigente; não substitui orientação jurídica individualizada. As coberturas seguem as condições gerais da apólice contratada.

A cobertura

O que o seguro cobre

Danos a terceiros por erro de projeto

Indenizações decorrentes de erro ou omissão técnica atribuível ao profissional, conforme a atividade declarada.

Danos materiais e corporais

Prejuízos a bens e lesões a pessoas decorrentes de falha técnica coberta pela apólice.

Vício construtivo ligado ao projeto

Danos materiais decorrentes de vício de projeto coberto, dentro das condições contratadas.

Custos de defesa

Honorários advocatícios, perícias e custas em processos cíveis, acionados pela existência da reclamação.

Danos morais

Reparação por dano moral atribuído à atuação técnica, conforme as condições contratadas.

Retroatividade

Cobertura para projetos e serviços anteriores ao início da apólice, dentro das condições contratadas.

Prazo complementar

Possibilidade de reportar reclamações após o fim da vigência, relativas a fatos cobertos.

Exclusões comuns

  • Atos dolosos e fraude.
  • Serviços fora da habilitação registrada no CAU.
  • Multas e penalidades administrativas ou éticas do conselho.
  • Garantia de desempenho de materiais, equipamentos ou de terceiros.
  • Danos à própria obra na fase de execução (campo do seguro de Riscos de Engenharia).
  • Obrigações de refazer projeto ou serviço sem dano indenizável a terceiro.

Quanto custa

O que influencia o preço do seguro

O preço do seguro de RC para arquitetos reflete o porte e o tipo dos projetos que você assina. Um profissional de interiores e um arquiteto responsável técnico por obras completas têm exposições — e prêmios — bem diferentes. Não existe tabela única: o valor é calculado a partir do seu perfil real de atuação.

Escopo do serviço

Projeto, execução, fiscalização, interiores, urbanismo ou consultoria: cada RRT carrega um perfil próprio de risco.

Porte dos projetos

O valor e a complexidade das obras em que você assina elevam a exposição e o prêmio.

Limite de indenização (LMI)

O teto que a apólice paga por sinistro. Projetos maiores e exigências contratuais pedem limites maiores.

Retroatividade

A responsabilidade se estende por anos após a entrega; cobrir serviços passados amplia a proteção e entra no preço.

Volume e faturamento

O número de RRTs, o faturamento anual e o histórico de atuação ajudam a dimensionar o risco real.

Conte o seu perfil de projetos à GVM e cotamos com as principais seguradoras — comparamos coberturas, limite e retroatividade, e apresentamos a melhor proposta. Gratuito e sem compromisso.

Para quem é

Este seguro é indicado para você se…

  • Arquitetos e urbanistas autônomos.
  • Escritórios de arquitetura, urbanismo e design de interiores.
  • Profissionais que assinam RRT de projeto, execução ou fiscalização.
  • Arquitetos responsáveis técnicos por obras de médio e grande porte.
  • Arquitetos de interiores, paisagismo, patrimônio e projetos de acessibilidade.
  • Profissionais que coordenam e compatibilizam projetos complementares.

Por que a GVM

Uma corretora que conhece o seu mundo

Cada projeto assinado é uma responsabilidade que dura anos

Um projeto de arquitetura não é apenas um conjunto de desenhos. É uma sequência de decisões técnicas — implantação, partido, dimensionamento de ambientes, compatibilização, especificação de materiais, atendimento às normas — que ganham forma no canteiro e passam a afetar a segurança, o conforto e o patrimônio de quem usa a obra. Quando você emite o RRT, coloca a sua assinatura sobre essas decisões.

O problema é que essa responsabilidade não termina na entrega. Uma infiltração que aparece no segundo inverno, uma fissura que evolui, um sistema que não funciona como o previsto, uma não conformidade de acessibilidade descoberta na vistoria: muitos problemas só se manifestam quando o cliente já está usando o imóvel. E, quando aparecem, a ação de indenização volta para quem assinou o projeto.

O seguro de Responsabilidade Civil Profissional existe para essa realidade. Ele não impede o processo — nada impede alguém de processar. O que ele faz é assumir o custo da defesa desde o primeiro momento e responder pela indenização quando ela for devida, dentro das condições contratadas, para que o seu patrimônio pessoal não fique exposto.

CAU, RRT e o que eles significam para a sua responsabilidade

O arquiteto e urbanista formaliza a sua responsabilidade por meio do RRT (Registro de Responsabilidade Técnica), instituído pela Lei nº 12.378/2010 e administrado pelo CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo). Cada RRT vincula o profissional a uma obra ou serviço específico e delimita, dali em diante, aquilo por que ele responde tecnicamente.

Vale a distinção que ainda confunde muita gente: o RRT é do arquiteto e urbanista, no CAU. O engenheiro e o agrônomo usam a ART, no CREA — outro conselho, outro registro, criado por outra lei. Não são intercambiáveis, e a apólice deve refletir corretamente o seu instrumento. Para o profissional que atua ao lado de engenheiros, a diferença técnica e a divisão de responsabilidades estão detalhadas no seguro de RC para engenheiros.

Obrigação de meio: o que você promete de fato

A atuação profissional do arquiteto é, em regra, tratada como obrigação de meio. Isso significa que você se compromete a aplicar a técnica, a diligência e as normas vigentes com zelo — não a garantir um resultado infalível. Um projeto pode ser tecnicamente correto e, ainda assim, o cliente não gostar do resultado estético: isso, por si só, não é falha indenizável.

Há, porém, uma nuance importante. Parte da doutrina e da jurisprudência enxerga certos entregáveis — como um projeto que precisa ser executável e conforme às normas — mais próximos de uma obrigação de resultado. Na prática, o ponto que mais importa é outro: a responsabilidade do profissional liberal é apurada mediante culpa. Não basta o dano existir; é preciso demonstrar imprudência, negligência ou imperícia — uma falha técnica atribuível a você (Código de Defesa do Consumidor, art. 14, § 4º).

Por isso a defesa técnica é o centro de tudo. Provar que o projeto seguiu as normas, que a solução era adequada ao uso, que a compatibilização foi feita — é isso que separa a improcedência da condenação. E é exatamente essa defesa que o seguro custeia.

Três esferas que não se confundem

Um mesmo evento pode se desdobrar em frentes distintas, e é importante saber onde o seguro atua:

  • Cível — o pedido de indenização da vítima ou do contratante. É a esfera que atinge o seu patrimônio e o foco do seguro de RC Profissional.
  • Ético-profissional (CAU) — pode resultar em advertência, multa ou suspensão do registro. O seguro não cobre penalidades do conselho.
  • Criminal — em casos graves, com vítimas, pode haver responsabilização penal, que corre por conta própria.

O seguro de RC Profissional responde na esfera cível: a defesa e a indenização por danos a terceiros.

Onde o arquiteto mais se expõe

A exposição do arquiteto não se concentra em um único ponto. Ela se distribui por todo o ciclo do projeto — e é útil olhar cada frente.

Erro ou omissão de projeto

A raiz mais comum de responsabilização. Uma cota errada, um detalhamento insuficiente, uma solução de impermeabilização mal resolvida, um dimensionamento de ambiente que inviabiliza o uso previsto. O erro de projeto se propaga para a execução e, muitas vezes, só aparece depois de pronto — quando corrigir custa caro.

Compatibilização de projetos

Em obras de qualquer porte, o projeto arquitetônico convive com os complementares — estrutural, elétrico, hidrossanitário, climatização, prevenção de incêndio. Quando o arquiteto coordena e compatibiliza esses projetos, ele assume o risco das interferências não resolvidas: uma viga que corta um vão, um shaft que não passa, um forro que não comporta o duto. A falha de compatibilização é uma das que mais geram retrabalho, custo extra e atraso — e, com frequência, viram reclamação.

Especificação de materiais e sistemas

Especificar é decidir. Um revestimento inadequado para área molhada, uma solução de fachada que não resiste à exposição, um material sem desempenho para o uso previsto. A responsabilidade aqui é sobre a adequação técnica da escolha, não sobre o desempenho do produto em si — este é do fabricante, e o seguro não substitui a garantia dele.

Acessibilidade e normas técnicas

Projetar conforme as normas técnicas e a legislação de acessibilidade é obrigação do profissional. Rampas, larguras, desníveis, sanitários acessíveis, rotas — tudo isso segue norma. Um projeto que ignora esses requisitos pode ser embargado, reprovado na vistoria ou exigir adequação depois de pronto, com prejuízo ao contratante. É uma exposição concreta e cada vez mais cobrada.

Acompanhamento e fiscalização de obra

Quando o arquiteto assume o RRT de execução, de fiscalização ou de direção de obra, a exposição aumenta: ele passa a responder também pelo que acontece no canteiro dentro do seu escopo. Nesse caso, a apólice precisa contemplar expressamente essa atuação — declarar só “projeto” e atuar em obra abre uma lacuna perigosa.

A garantia dos cinco anos e por que a conta chega tarde

Aqui está o ponto que torna a exposição de quem atua com obra tão particular. O art. 618 do Código Civil impõe uma garantia legal: nas construções consideráveis, quem responde pela obra responde, durante o prazo irredutível de cinco anos, pela solidez e segurança do trabalho, tanto em razão dos materiais quanto do solo.

Cinco anos é muito tempo. Significa que um vício que compromete a estabilidade ou a segurança e aparece anos depois da entrega ainda pode ser cobrado. Some-se a isso que os prazos para efetivamente propor a ação seguem regras próprias, e o horizonte de exposição fica ainda mais longo.

É por essa razão que, para o arquiteto, retroatividade e prazo complementar não são detalhes — são a espinha dorsal da proteção. Um seguro contratado hoje precisa alcançar os serviços que você prestou no passado (retroatividade) e permitir reportar reclamações que cheguem depois (prazo complementar). Sem isso, você fica descoberto justamente na janela em que os problemas aparecem. Vale entender bem esse mecanismo no guia sobre como funciona a retroatividade no seguro de RC.

Arquiteto e engenheiro: a divisão de responsabilidades

Numa obra, arquiteto e engenheiros dividem responsabilidades técnicas — e cada um responde pelo que assina. O arquitetônico é do arquiteto; o cálculo estrutural, as fundações e os complementares costumam ser de engenheiros. Quando um problema aparece, a discussão frequentemente gira em torno de de quem foi a falha: do projeto arquitetônico, de um complementar, da compatibilização entre eles ou da execução.

Por isso a descrição correta do seu escopo na apólice é tão importante. Ela é o que permite, no sinistro, sustentar até onde vai a sua responsabilidade e defender o que de fato é seu. Uma apólice genérica, que não distingue a atuação do arquiteto da do engenheiro, tende a atrapalhar essa defesa em vez de ajudar.

RC Profissional, Riscos de Engenharia e RC de Obras: não confunda

Muita gente contrata um seguro achando que cobre tudo — e descobre, tarde, que contratou a coisa errada. São produtos diferentes, que protegem coisas diferentes:

  • RC Profissional (esta página) — cobre o erro do arquiteto: projeto equivocado, compatibilização mal feita, especificação inadequada, falha de fiscalização. Protege o profissional.
  • Seguro de Riscos de Engenharia — cobre a própria obra durante a execução: incêndio no canteiro, desabamento, chuva que danifica a estrutura em construção, roubo de materiais. Protege o empreendimento.
  • RC de Obras — cobre os danos que a execução causa a terceiros: a trinca no vizinho, o material que cai na rua, a escavação que afeta o imóvel ao lado. Protege contra o entorno.

Um exemplo esclarece. Se a estrutura em construção sofre um dano por causa de uma chuva forte, é o Riscos de Engenharia que responde. Se surge um vício porque a solução de projeto estava errada, entra a RC Profissional. E se a execução atinge o imóvel vizinho, o RC de Obras cobre o terceiro. Uma obra bem protegida normalmente combina esses instrumentos — e é papel da corretora montar o conjunto sem lacunas nem sobreposição.

O que o seguro cobre

Dentro das condições contratadas, a apólice de RC Profissional para arquitetos costuma amparar:

  • Danos a terceiros por erro ou omissão de projeto — a exposição central do arquiteto.
  • Danos materiais e corporais — prejuízos a bens e lesões a pessoas decorrentes de falha técnica atribuível ao profissional.
  • Vício construtivo ligado ao projeto — danos materiais decorrentes de vício de projeto coberto.
  • Custos de defesa — honorários advocatícios, perícias e custas, acionados pela simples existência da reclamação.
  • Danos morais — quando atribuídos à atuação técnica, conforme o produto contratado.
  • Retroatividade e prazo complementar — as duas peças que estendem a proteção no tempo, essenciais pela garantia dos cinco anos.

O escopo exato depende da apólice e, principalmente, do que for declarado como sua atividade. Descrever corretamente projeto, execução, fiscalização, interiores, urbanismo e consultoria é o que evita uma recusa por atividade não coberta.

O que o seguro não cobre

Nenhuma apólice cobre tudo. As exclusões mais comuns são:

  • Atos dolosos e fraude — dano causado de propósito não é risco segurável.
  • Serviços fora da sua habilitação no CAU.
  • Multas e penalidades administrativas ou éticas do conselho.
  • Garantia de desempenho de materiais, equipamentos ou fornecedores — o seguro não substitui a garantia do fabricante.
  • Danos à própria obra na fase de execução — isso é campo do Riscos de Engenharia.
  • Obrigações de refazer projeto ou serviço sem que haja dano indenizável a terceiro.

Conhecer as exclusões é tão importante quanto conhecer as coberturas: é o que permite dimensionar o programa e, quando for o caso, complementá-lo com outros produtos.

Claims made e retroatividade: o coração deste seguro

A RC Profissional trabalha, em regra, à base de reclamações (claims made): a apólice responde pelas reclamações apresentadas durante a vigência, desde que o fato gerador seja posterior à data de retroatividade contratada.

Traduzindo para a rotina do arquiteto: o que importa não é apenas quando você fez o projeto, mas quando a reclamação chega. Por isso, dois cuidados são inegociáveis:

  1. Retroatividade ampla o suficiente para alcançar os serviços que você já prestou — lembrando da garantia de cinco anos.
  2. Continuidade da contratação, sem deixar buracos entre uma apólice e outra, para que nenhum período fique descoberto.

Quem entende esse mecanismo evita a armadilha clássica de cancelar o seguro por um ano e descobrir, na reclamação seguinte, que a cobertura sumiu junto.

Prazo complementar (extended reporting period)

Complementando a lógica claims made, o prazo complementar permite reportar reclamações depois do fim da apólice, desde que relativas a fatos ocorridos durante a vigência. Para o arquiteto — cujo projeto pode levar anos para revelar um problema — é uma proteção especialmente relevante, sobretudo na aposentadoria, no encerramento do escritório ou na troca de seguradora.

Quanto custa

Não há um preço único. O prêmio reflete o porte e o tipo dos projetos que você assina: um profissional de interiores e um arquiteto responsável técnico por obras completas pagam valores bem diferentes, porque a exposição — e o valor potencial de uma indenização — é distinta. Pesam no cálculo o escopo do serviço, o porte das obras, o limite contratado, a retroatividade e o seu volume de atuação. Quanto maior a exposição, maior o prêmio, e por isso a cotação parte sempre do seu perfil real.

Para o arquiteto que atua junto a construtoras e incorporadoras, ou que assina RRT de execução em obras maiores, o programa costuma envolver mais de uma apólice. Nesses casos, vale olhar o conjunto — RC Profissional, Riscos de Engenharia, seguro garantia e, quando há contrato de obra, o pacote pensado para construtoras e incorporadoras.

Como a GVM estrutura a sua proteção

A GVM Consulting é especialista em seguros para arquitetos e entende a diferença — técnica e legal — entre a sua atuação e a do engenheiro. Não tratamos o RRT como se fosse ART: estruturamos a apólice certa para o seu escopo, seja projeto, execução, fiscalização, interiores, urbanismo ou a combinação deles, com limite e retroatividade dimensionados ao risco que você efetivamente corre.

Registrados na SUSEP e atuando em todo o Brasil, comparamos as principais seguradoras, explicamos cada cobertura em português claro e, quando o seguro precisa ser acionado, orientamos cada passo e acompanhamos a regulação do sinistro. Proteger o profissional no momento do sinistro é o que define uma corretora de verdade.

Conte à gente o seu perfil de projetos e o porte das obras que você assina — e receba uma cotação gratuita e sem compromisso. Fale com a GVM ou conheça as demais soluções para profissionais.

Distinção técnica

Entendemos a diferença — técnica e legal — entre a atuação do arquiteto e a do engenheiro, e não tratamos o RRT como se fosse ART.

Apólice aderente

Estruturamos a cobertura conforme o seu escopo: projeto, execução, fiscalização, interiores, urbanismo ou a combinação deles.

Retroatividade dimensionada

Ajustamos a data de retroatividade e o prazo complementar à realidade de uma responsabilidade que dura anos.

Acompanhamento no sinistro

Orientamos o acionamento e ficamos ao seu lado quando o seguro precisa provar o seu valor.

Perguntas frequentes

Tudo o que você precisa saber

Arquiteto emite ART ou RRT?

Arquitetos e urbanistas emitem RRT (Registro de Responsabilidade Técnica) no CAU. A ART é o instrumento de engenheiros e agrônomos, vinculada ao CREA. São conselhos e registros diferentes, e a apólice deve refletir corretamente o seu instrumento.

O seguro cobre danos ao imóvel vizinho?

Sim, quando o dano a terceiro decorre de erro ou omissão profissional coberto pela apólice, dentro dos limites contratados. Infiltrações, fissuras e recalques atribuídos ao projeto são exemplos típicos.

Cobre obras e projetos que já entreguei?

Pode cobrir, por meio da data de retroatividade, desde que a reclamação surja durante a vigência da apólice. Como problemas de obra aparecem com o tempo, e a garantia do art. 618 dura cinco anos, esse ponto é essencial.

Faço só projeto, não executo. Ainda preciso?

Sim. O erro de projeto é uma das principais fontes de responsabilização do arquiteto, independentemente de quem executa. A concepção, o detalhamento, a especificação e a compatibilização são de responsabilidade do autor do projeto. A apólice é ajustada ao seu escopo.

O seguro cobre falha de compatibilização de projetos?

Pode cobrir, quando a coordenação e a compatibilização estão dentro do seu escopo declarado e a falha gera dano indenizável. Interferências não resolvidas entre o arquitetônico e os complementares são uma causa frequente de retrabalho e reclamação.

E não conformidade com norma de acessibilidade?

A responsabilidade por projetar conforme as normas de acessibilidade é do profissional. Se um erro de projeto nesse ponto gera dano indenizável ao contratante ou a terceiro, pode haver cobertura, conforme as condições contratadas. A adequação em si — refazer o que ficou fora da norma — nem sempre é indenizável pela apólice.

Especificação errada de material está coberta?

O erro do arquiteto ao especificar uma solução inadequada ao uso pode estar coberto, conforme a apólice. O que o seguro não faz é substituir a garantia do fabricante: o desempenho do material em si é responsabilidade de quem o produz.

O que é cobertura à base de reclamações (claims made) e por que a retroatividade importa?

É o padrão neste seguro: a apólice responde pelas reclamações apresentadas durante a vigência, desde que o fato gerador esteja dentro da data de retroatividade contratada. Como a responsabilidade do arquiteto se estende por anos, uma retroatividade ampla o suficiente para alcançar os seus projetos anteriores é decisiva — e a continuidade da contratação, sem buracos entre apólices, evita que algum período fique descoberto.

Qual a diferença entre este seguro e o seguro de riscos de engenharia?

São produtos diferentes. A RC Profissional cobre o erro do arquiteto (projeto, compatibilização, especificação, fiscalização). O seguro de Riscos de Engenharia protege a própria obra durante a execução (danos à estrutura, materiais e canteiro). E o RC de Obras cobre danos que a execução causa a terceiros. Em muitos empreendimentos os três se somam.

A apólice paga minha defesa mesmo se eu não tiver errado?

Sim. Os custos de defesa são acionados pela existência da reclamação, independentemente de o profissional ter ou não cometido a falha alegada. É exatamente nas ações improcedentes que esse benefício mais se prova.

Qual limite de indenização contratar?

Depende do porte e do valor das obras em que você atua, e às vezes de exigência contratual do contratante. Projetos de maior valor demandam limites mais altos. A GVM dimensiona o LMI junto com você, a partir do seu perfil real.

O seguro cobre o RRT de execução e de fiscalização?

Pode contemplar, conforme a sua atuação declarada. Mapeamos os tipos de RRT que você assina — projeto, execução, fiscalização, direção de obra — para configurar a cobertura corretamente e evitar lacunas no sinistro.

Dano moral a cliente está coberto?

Conforme as condições contratadas. Estruturamos a apólice considerando as exposições típicas do seu trabalho, incluindo, quando possível, a reparação por dano moral atribuído à atuação técnica.

Tenho um escritório com sócios. Como funciona?

A apólice pode proteger o profissional individualmente e também a estrutura do escritório, conforme a contratação. Como o arquiteto pode ser citado nominalmente na ação — mesmo com o RRT vinculado à empresa —, avaliamos a melhor forma de proteger sócios e responsáveis técnicos. Multas e penalidades administrativas ou éticas do CAU, porém, ficam sempre fora da cobertura: o seguro atua sobre a responsabilidade civil, a indenização a terceiros.

Sou recém-registrado no CAU. Vale contratar?

Vale. A responsabilidade existe desde o primeiro RRT, e o custo inicial costuma ser proporcionalmente acessível — uma forma de proteger a sua carreira desde o começo.

Atendem arquitetos de todo o Brasil?

Sim. A GVM atende profissionais e escritórios de arquitetura em todo o território nacional.

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